API Gateway
O API Gateway é o produto da NNumbers para colocar APIs HTTP(S) no ar: você cadastra um backend seu, define as rotas públicas, escolhe como os clientes se autenticam e publica. A partir daí o tráfego entra pelo gateway, que aplica as políticas e encaminha para o seu serviço.
A administração é feita pela Console. O gateway não é um proxy genérico de encaminhamento: ele é o ponto onde a configuração é validada, versionada e aplicada de forma confirmada em todas as máquinas que atendem tráfego.
O que você publica
| Conceito | O que é |
|---|---|
| API | o produto que você publica: nome, endereço (hostname) e política de autenticação. É a unidade de publicação — tudo abaixo pertence a uma API |
| Backend | para onde a requisição vai: um endereço HTTP(S) seu, com timeouts, TLS e, opcionalmente, mais de um destino |
| Rota | a combinação de caminho + métodos que chega ao backend. /pedidos/{id} com GET é uma rota |
| Consumidor | a aplicação que chama a sua API. Tem nome, estado e chaves |
| Chave de API | a credencial do consumidor (nnag_…), mostrada uma única vez |
| Revisão | a foto imutável da configuração no momento da publicação |
| Publicação | a operação que aplica uma revisão e só termina quando todas as máquinas do gateway confirmam |
| Domínio | o endereço da API: o padrão, dado pelo produto, ou um seu, verificado por DNS |
Como a configuração chega ao tráfego
O ciclo é sempre o mesmo:
- Você altera o rascunho (rotas, backends, política de segurança, política de tráfego).
- A publicação valida o rascunho, cria uma revisão imutável e a aplica no runtime.
- Cada máquina do gateway confirma a versão aplicada e responde a um teste de fumaça.
- Só então o novo comportamento está no ar.
Mexer numa rota, num backend ou numa política não altera o comportamento da API
em produção: só a publicação altera. A Console mostra a diferença entre o rascunho
e a revisão ativa em has_unpublished_changes.
Três coisas não passam por publicação, porque aplicam direto: consumidores, chaves e autorizações; domínios ativos e certificados; e o estado da organização (suspensa ou ativa).
O que dá para fazer
- Criar a API, cadastrar um ou mais backends e desenhar as rotas.
- Escolher a autenticação:
PUBLIC,API_KEYouJWT_OIDC. - Emitir, rotacionar e revogar chaves de consumidores, com autorização por API.
- Usar um domínio próprio, com verificação de posse por DNS e certificado automático.
- Limitar a taxa por API, por consumidor e por IP; configurar CORS e limite de corpo.
- Publicar, acompanhar a operação, reverter para uma revisão anterior e desativar/reativar.
- Acompanhar uso, métricas e logs de acesso.
- Importar um documento OpenAPI para criar a API, o backend e as rotas; exportar o rascunho.
- Testar uma rota publicada pelo próprio gateway, com as políticas reais.
Limites que valem saber
| Limite | O que significa |
|---|---|
| Backend em rede privada | não suportado: o destino precisa ser público e resolver apenas para endereços públicos |
| Chamada por IP | não suportada: o gateway roteia por nome (Host/SNI) |
JWT_OIDC | aceita apenas assinatura RSA (RS256, RS384, RS512) |
| JWT e chave de API juntos | não disponível nesta versão |
| Logs de acesso | retenção de 3 dias; para histórico, use o uso agregado |
| Uso agregado | serve para operação e gráficos; não é base de faturamento |
Por onde começar
- Primeiros passos: da API vazia à primeira chamada.
- Segurança e autenticação: os três modos e o que cada um valida.
- Publicação: por que
202não significa "no ar". - Como chamar uma API publicada: exemplos em curl, JavaScript, Python e Java.
- Erros e diagnóstico: o que cada código quer dizer e o que fazer.
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